sexta-feira, 8 de agosto de 2014

LPO - Avenida Rio Branco


Foi inaugurada em 1905, com o nome da Avenida Central. Em 1912, em homenagem ao Barão do Rio Branco, Ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Rodrigues Alves, seu nome foi trocado para Avenida Rio Branco.

História.

No início do século 20, o Brasil já era uma república, e o Rio de Janeiro ainda era a capital do país. A cidade ainda conservava muito do seu aspecto colonial: as ruas eram estreitas, imundas, mal iluminadas, possuía muitos cortiços, e as doenças assolavam a cidade por causa da falta de saneamento básico, tais como febre amarela, tifo, peste bubônica. As companhias de navegação orientavam os passageiros que não fossem desembarcar na cidade que não descessem dos navios durante as escalas, a fim de não se contaminarem. No governo do Presidente Rodrigues Alves resolveu-se mudar tudo isso. Era preciso fazer do Rio de Janeiro uma capital moderna, que fosse digna de ser a capital do Brasil República: bonita, progressista, e civilizada. Em 1902 foi nomeado prefeito do Distrito Federal o engenheiro Francisco Pereira Passos. O novo prefeito já havia participado de algumas obras de peso na cidade, como a construção da Estrada de Ferro do Corcovado, no reinado do imperador D. Pedro II. Pereira Passos estudou em Paris, e lá conheceu o Barão Haussman, o grande transformador da Cidade Luz. Influenciado pelo que viu na França, o novo prefeito resolveu fazer do Centro do Rio de Janeiro uma “Petite Paris”, pois era ali que a vida da cidade pulsava. Para isso contratou vários engenheiros. As principais obras do Centro da cidade foram a nova Zona Portuária, sob a responsabilidade de Francisco Bicalho, e a Av. Central (Rio Branco), que ficou a cargo de Paulo de Frontin.
Para fazer a nova avenida foram extintas várias ruas e demolidas inúmeras casas. Muitas famílias foram desalojadas e um bom número delas foi habitar os morros de S. Carlos e da Providência, pois não tinham para onde ir.

A nova avenida foi entregue ao público em 1905. Possui 1800 metros de comprimento, se inicia na Praça Mauá (Zona Portuária) e termina na Av. Beira-Mar. Inicialmente, possuía mão dupla e, no meio da via haviam canteiros decorados com pedras portuguesas, árvores Pau-Brasil, e iluminação estilo francês. Na década de 1930, o canteiro do meio foi retirado, e a avenida passou a ter mão única na direção da Zona Sul. Ao longo das décadas os edifícios originais foram demolidos e surgiram outros maiores e, atualmente,muitas poucas construções daquela época estão de pé, tais como: Teatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, a antiga sede da Casa da Moeda (estilo néo-clássico), e o antigo Supremo Tribunal Federal (atual Centro Cultural da Justiça Federal). Hoje só se vê as desaparecidas edificações nos livros de fotografias antigas. Um livro interessante é o Álbum Iconográfico da Avenida Central, da editora Agir (anos 1980), patrocinado pela João Fortes Engenharia. Este livro possui os projetos de todos os prédios originais da Av. Central/Rio Branco.
Desde sua inauguração, a Av. Rio Branco é a principal rua do Centro do Rio de Janeiro. Desde o início de 2014, a Prefeitura alterou a mão da avenida para dupla e, nos dias úteis das 06:00 às 21:00 hs só podem circular ônibus e taxis.

  
Fontes de consulta:
Rio de Janeiro na época da Av. Central / Glória Kok. — São Paulo: Bei Comunicação, 2005.
O Rio de Janeiro de Lima Barreto por Affonso Carlos Marques dos Santos, Francisco de Assis Barbosa e Paula Beiguelman   Rio de Janeiro, RIOARTE, 1983.
. Arquivo da Prefeitura do Rio de Janeiro.





 









Veja agora algumas imagens atuais:




Por: José Antônio Caldas
Guia de turismos na cidade do Rio de Janeiro
Contato: (21) 98869-6358
nossoguia@loucosporoculos.com

Equipe LPO

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